A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou espaço na imprensa internacional com três pontos centrais: a recuperação depois da derrota no primeiro turno, a conquista inédita de um quarto mandato e os desafios para governar um país dividido. Na cobertura econômica, as atenções se voltaram para as contas públicas e a relação com o Congresso. Entre investidores, os primeiros negócios com ativos brasileiros no exterior indicaram uma reação negativa ao resultado.
Nas negociações iniciais em Chicago, a desvalorização do contrato futuro de real equivalia a uma alta de aproximadamente 10% do dólar, para R$ 5,51. Em Tóquio, um fundo que acompanha o Ibovespa recuava 11,59%. Os movimentos ocorreram antes da abertura do mercado brasileiro e refletiam uma revisão das posições de investidores que esperavam uma vitória de Flávio Bolsonaro e uma mudança na orientação econômica.
Na Europa, o Financial Times destacou o contraste entre o tamanho da conquista eleitoral e a dificuldade do próximo mandato. O jornal britânico apontou as pressões fiscais, os juros elevados e a resistência parlamentar como obstáculos para o presidente reeleito. A análise coloca a capacidade de administrar a economia entre os principais testes dos próximos quatro anos.
A Reuters também direcionou parte da cobertura aos problemas econômicos que aguardam o governo.
