A taxa de abstenção no 2º turno das eleições presidenciais deste domingo (25.out.2026) ficou em 19,21%, a menor registrada no Brasil desde 2006, quando 19,0% dos eleitores deixaram de comparecer às urnas. A taxa representa uma redução de 1,4 ponto percentual em relação à disputa de 2022, quando 20,6% do eleitorado não votou.
No 1º turno de 2026, disputado em 4 de outubro, a abstenção havia sido de 21,1%. A queda de 1,87 ponto percentual entre as 2 etapas da eleição indica um aumento no comparecimento dos eleitores na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A redução da abstenção ocorreu depois da intensificação das mobilizações de rua promovidas pelas campanhas dos 2 candidatos na reta final da disputa. O esforço para levar eleitores às urnas incluiu caminhadas, manifestações e atos públicos em diferentes regiões do país, com o objetivo de ampliar o comparecimento de apoiadores e conquistar votos de eleitores que não participaram da 1ª rodada.
O movimento foi puxado pela campanha de Lula, que saiu atrás em 4 de outubro, resultado que surpreendeu o candidato e aliados. Apoiadores do petista realizaram manifestações em pelo menos 37 cidades, incluindo atos em universidades e concentrações nas ruas de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife e Curitiba.
Os eventos foram combinados à mobilização nas redes sociais.
