O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito no 2º turno das eleições de 2026, vai indicar mais quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF). A possibilidade decorre de uma vaga que permanece aberta desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025, e de outras três aposentadorias compulsórias previstas até o fim de 2030.
A composição da Corte se tornou um tema da campanha eleitoral em meio ao protagonismo do STF em decisões políticas e à crise recente que envolve integrantes do tribunal.
Lula defendeu a adoção de mandatos fixos para os magistrados. O senador Flávio Bolsonaro havia proposto restringir as indicações a integrantes da magistratura com idade entre 60 e 70 anos.
Como funciona a escolha dos ministros do STF
Pelas regras atuais, cabe ao presidente da República indicar os nomes para o STF. A escolha precisa ser aprovada pela maioria absoluta do Senado Federal, o equivalente a 41 dos 81 senadores.
A Constituição exige que o indicado seja brasileiro nato, tenha reputação ilibada, notável saber jurídico e idade entre 35 e 70 anos.
O nome escolhido pelo presidente passa primeiro por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Se aprovado, segue para votação no plenário da Casa. Com a confirmação dos senadores, o presidente pode nomear o novo ministro, que toma posse no Supremo.
