Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa pela Presidência neste domingo (25/10), deixará o Senado em 31 de janeiro de 2027, mas as investigações contra ele poderão continuar no Supremo Tribunal Federal (STF). O fim do mandato não basta para transferir os casos a juízes de primeira instância.
Desde março de 2025, o Supremo mantém o foro para possíveis crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas, mesmo depois que a autoridade deixa o posto. A regra vale inclusive quando a investigação ou o processo só começam após a saída.
Uma das principais apurações contra Flávio está com o ministro André Mendonça e trata do financiamento de Dark Horse, filme sobre a vitória de Jair Bolsonaro em 2018. A investigação envolve repasses de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, sob suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e envio irregular de recursos ao exterior.
O inquérito foi aberto em julho e chegou à eleição sem conclusão. Mensagens e áudios mostram Flávio cobrando pagamentos a Vorcaro. A Polícia Federal ainda busca esclarecer a origem e o destino dos recursos e se todo o valor foi usado no filme. O senador afirma que procurou patrocínio privado para a produção sobre o pai e nega ter oferecido vantagens ao banqueiro.
Nesse caso, além da eventual relação dos fatos com o mandato, há a ligação com outra investigação do Supremo.
