O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) e o empresário Pablo Marçal criticaram, neste domingo, 25, a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação do segundo turno das eleições presidenciais.
Ambos questionaram a atuação do STF em uma questão eleitoral e acusaram o PT de tentar tumultuar o processo diante da possibilidade de derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Jordy classificou a medida como uma interferência do Judiciário e afirmou que a decisão desrespeitou a autoridade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O parlamentar também mencionou o fato de Zanin ter atuado como advogado de Lula antes de assumir o cargo no Supremo.
“É mais uma interferência do Judiciário, dos ministros que são aliados de Lula, para tentar reverter o que é irreversível”, declarou. Segundo Jordy, a decisão demonstra uma suposta atuação conjunta entre o governo federal e integrantes do STF. O deputado também manifestou confiança na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Marçal, por sua vez, afirmou que Zanin teria ultrapassado a competência da Justiça Eleitoral ao determinar a prorrogação. O empresário questionou o horário da decisão, que, segundo ele, foi divulgada às 17h04, depois do encerramento previsto para a votação.
“Ele acabou de provar que a gente não precisa da Justiça Eleitoral", afirmou "Isso é supressão de instância. Para mim, uma vergonha, um absurdo”.
