O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), classificou como “muito estranha” a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação do segundo turno das eleições presidenciais neste domingo, 25.
Nunes questionou o fato de a medida ter sido analisada pelo STF, e não pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de mencionar a ligação anterior de Zanin com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Existe um Tribunal Superior Eleitoral para reger as questões eleitorais e vai na mão do ministro Zanin, com uma decisão muito próxima do horário de fechamento das urnas”, afirmou o prefeito. Segundo ele, o direcionamento do pedido ao magistrado provoca questionamentos sobre o procedimento judicial adotado.
Nunes lembrou que Zanin atuou como advogado de Lula antes de assumir uma cadeira no STF. O prefeito também citou uma manifestação anterior do ministro Edson Fachin sobre o princípio do juiz natural, segundo o qual os processos devem ser analisados pela autoridade judicial competente. “É algo absolutamente incomum e que deixa a gente bastante perplexo”, declarou.
Nunes rebate críticas à oferta de transporte público
O prefeito também rebateu críticas à oferta de transporte público na capital paulista durante a votação.
