O jornalista e analista político Marcelo D’Angelo criticou neste domingo (25.out.2026) a ausência de manifestação do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, sobre a decisão do ministro Cristiano Zanin de prorrogar a votação no 2º turno das eleições. Na avaliação dele, o episódio expôs problemas de coordenação institucional e deve ampliar a pressão por uma reforma do Judiciário.
Em entrevista à live especial Poder Eleições, transmitida ao vivo no canal do Poder360 no YouTube, D’Angelo afirmou que Fachin deveria ter atuado diante da decisão de Zanin, tomada pouco antes do encerramento previsto da votação.
“Me estranha, por exemplo, hoje, a ausência de manifestação do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin”, declarou.
O jornalista afirmou que, em sua avaliação, Fachin poderia ter suspendido a decisão de Zanin, que determinou a prorrogação da votação e posteriormente teve seu alcance esclarecido.
“Um ministro do STF profere uma decisão que se sobrepõe ao Tribunal Superior Eleitoral e o Fachin tem aí na sua alçada o poder de cassar essa decisão do ministro Zanin, o que ele não fez. Deixou o barco correr também”, disse.
D’Angelo classificou o episódio como uma demonstração de falta de coordenação entre as instituições.
“Nós estamos numa situação de ausência de institucionalidade, deixando vácuos”, afirmou.
