A fotógrafa Letícia Reis, de 29 anos, foi impedida de votar neste domingo, 25, no segundo turno das eleições, porque o sistema da Justiça Eleitoral já registrava um voto em seu nome. O caso ocorreu na Creche Municipal Jean Pierre dos Santos Molina, em São Vicente, no litoral de São Paulo.
Segundo o g1, Letícia chegou à seção eleitoral por volta do meio-dia e descobriu que seu voto já constava como registrado. Além disso, o sistema indicava o uso da biometria, e o comprovante de votação já havia sido destacado. A eleitora afirma que não realizou o procedimento e que votou normalmente no primeiro turno.
As mesárias e outros funcionários orientaram Letícia a encaminhar um documento ao cartório eleitoral e registrar um boletim de ocorrência. "Fui vítima de fraude e isso é triste", declarou a fotógrafa. "Preciso lutar pelos meus direitos e não deixar passar."
TRE de SP apura o caso
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) informou que registrou o episódio em ata e investiga o ocorrido para adotar as providências cabíveis.
Segundo o tribunal, quando um voto já foi confirmado, não é possível anulá-lo ou retirá-lo da urna eletrônica, por causa do sigilo constitucional do voto e aos mecanismos de segurança do equipamento.
Depois da eleição, a Junta Eleitoral analisa os incidentes registrados em ata, juntamente com o Caderno de Votação e os relatórios emitidos pela urna.
