O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou neste domingo (25) que a suspensão do transporte público gratuito representa uma interferência direta no processo eleitoral. Ao comentar as denúncias de dificuldades no deslocamento de eleitores durante o segundo turno, o dirigente cobrou providências da Justiça Eleitoral para assegurar o direito ao voto.
“Suspender o transporte gratuito vai contra a lei e significa interferência direta no processo eleitoral. As denúncias são gravíssimas e cabe à Justiça Eleitoral garantir que todos possam votar nesse segundo turno. Quem descumpre a lei está cometendo um crime contra a democracia”, declarou.
Edinho também questionou se a ampliação do horário de votação seria suficiente para permitir que eleitores que desistiram de esperar pelo transporte conseguissem chegar às urnas.
“Eu não sei se o eleitor que deixou de votar vai para a escola agora, o eleitor que ficou esperando em fila de ônibus e o ônibus não apareceu, o eleitor que desistiu por falta de transporte. Pelo menos, minimamente, você garante o direito. Espero que a gente aprenda com esse processo eleitoral no Brasil e corrija, que os erros são graves e isso enfraquece a democracia”, afirmou. O presidente do PT disse que não queria comentar a atuação de ministros.
Problemas de transporte prorrogaram eleição
As declarações ocorreram após relatos de falta de ônibus e longas esperas em cidades como São Paulo e Salvador.
