Após o STF (Supremo Tribunal Federal) prorrogar o prazo para os eleitores irem às urnas até 19h, mesários em todo o Brasil relataram situações de incerteza nas zonas eletorais.
A decisão do ministro Cristiano Zanin saiu após as 17 horas, que a princípio seria o fechamento oficial das urnas. Diversas seções encerraram as atividades e começaram a desmontagem dos equipamentos.
Após o desligamento das urnas e a impressão das atas, elas não podem ser religadas para novos eleitores registrarem seus votos.
Mesários ouvidos pela CNN Brasil relataram que fiscais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) alertaram os voluntários após o desligamento, por conta da decisão tardia.
Sem aval dos TREs (Tribunal Regional Eleitoral) e o parecer final do TSE, há seções onde os presidentes optaram por dispensar os mesários. Alguns colégios seguiram fechados mesmo após a decisão do STF. Vídeos mostram também eleitores sendo informados pelos mesários que não poderiam mais votar.
Zanin e o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmaram que a decisão vale apenas para urnas que não foram fechadas.
Uma voluntária do apoio logístico do TRE-SP disse que o tribunal determinou que os mesários encerrassem tudo normalmente às 17 horas. Os boletins foram impressos e as urnas eletrônicas, lacradas. Muitos mesários relataram que já deixaram o local.
