O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, não autorizou estender o horário de votação nas eleições presidenciais de 2022.
Na época, o magistrado era presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, mesmo após denúncias de operações irregulares da PRF (Polícia Rodoviária Federal) que dificultaram o deslocamento de eleitores, principalmente no Nordeste, ele negou que os eleitores continuassem a votar após às 17h, horário em que se encerra a coleta de votos em todo o Brasil.
Na época, Moraes determinou, na véspera da eleição, que a PRF e a Polícia Federal não realizassem operações envolvendo o transporte público de eleitores. Apesar da proibição, agentes rodoviários realizaram centenas de fiscalizações no dia da votação.
Em entrevista coletiva realizada em 30 de outubro de 2022, Moraes reconheceu que as abordagens provocaram atrasos, mas afirmou que não havia informações de eleitores impedidos de chegar às seções eleitorais.
“As operações, e foram inúmeras, foram, segundo o diretor-geral da PRF, que veio ao TSE explicar a questão, realizadas com base no código de trânsito brasileiro, ou seja, um ônibus com pneu careca, por exemplo, era abordado. Isso retardou a chegada dos eleitores aos seus pontos eleitorais, mas em nenhum caso impediu os eleitores de chegarem aos destinos”, afirmou.
O ministro também declarou que os relatos recebidos pela Justiça Eleitoral não demonstravam prejuízo ao exercício do voto.
