Rajadas de vento de até 150 km/h e temporais severos castigaram Minas Gerais neste domingo, 25, e colocaram a Justiça Eleitoral em alerta. O Tribunal Regional Eleitoral mineiro (TRE-MG) admitiu que a lama em estradas rurais e o corte no fornecimento de eletricidade podem provocar lentidão no recolhimento das mídias com os votos do segundo turno.
A concessionária Cemig registrou rajadas de quase 90 km/h na Região Metropolitana de Belo Horizonte e picos de 150 km/h no sul do estado. O vice-presidente de Distribuição da companhia, Fernando Braga, informou que o temporal atingiu 3,6% dos consumidores locais no meio da tarde e exigiu reparos emergenciais na rede de distribuição.
Atoleiros em estradas de terra e transporte de dados
O diretor-geral do TRE-MG, Rodolfo Pacheco, afirmou em entrevista coletiva que os cartórios eleitorais iniciarão o transporte dos cartões de memória logo depois das 17 horas. A lama acumulada nas vias vicinais do interior deve ampliar o tempo de viagem das equipes de apoio em até 50%.
O tribunal calcula que trajetos normais de meia hora podem demorar 45 minutos até os postos de transmissão. Os técnicos eleitorais monitoram as áreas mais afetadas para evitar prejuízos à checagem das seções mais distantes.
Bateria interna das urnas e atuação da Cemig
O apagão pontual atingiu locais de votação na capital e no interior antes do fechamento dos portões.
