A SPTrans apontou barreiras técnicas insuperáveis para colocar 100% dos ônibus nas ruas de São Paulo neste domingo de eleição, 25. A companhia municipal de transportes afirmou que agiu com rapidez, mas enfrentou a impossibilidade de reestruturar as escalas de trabalho dos motoristas em menos de 24 horas.
A empresa pública recebeu a intimação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) somente às 13h10 do sábado, 24. A decisão atendeu a uma ação popular movida por parlamentares do PSOL e impôs a operação idêntica à dos dias úteis no segundo turno.
Folga de motoristas e aviso às concessionárias
A diretoria da empresa destacou que as concessionárias privadas organizaram as folgas para assegurar o direito de voto dos próprios funcionários rodoviários. A notificação no meio do sábado inviabilizou a convocação emergencial de milhares de condutores e cobradores ausentes.
A gestão do transporte municipal enviou comunicado formal a 19 viações logo depois de receber a ordem judicial. O documento determinou a operação máxima das linhas, mas as garagens esbarraram na falta física de mão de obra para preencher todos os itinerários.
Sucesso no primeiro turno e reação ao PT
A SPTrans lembrou que os órgãos da Justiça Eleitoral aprovaram com antecedência o plano adotado na primeira etapa do pleito. A mesma escala garantiu o transporte de 3,4 milhões de passageiros em 6,9 mil coletivos no dia 18 de outubro sem registros de queixas formais.
