A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu à Justiça Eleitoral neste domingo, 25, a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte de São Paulo, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, por suposto descumprimento de ordem judicial que determinou a circulação de toda a frota operacional de ônibus da capital, com frequência de dias úteis, durante o segundo turno das eleições presidenciais.
Na petição apresentada à 1ª Zona Eleitoral, a Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) acusa os gestores de manter veículos nas garagens, prejudicando o deslocamento de eleitores. O pedido também solicita que a Polícia Federal seja acionada para efetuar as prisões.
Segundo dados citados pela campanha na ação, às 13h20 deste domingo, dos 13.790 ônibus da frota municipal, apenas 9.892 estavam em circulação, enquanto 3.898 permaneciam nas garagens, cerca de 28% do total. Os números foram divulgados pelo portal Metrópoles, com base em informações do aplicativo de monitoramento Infobus.
A federação argumenta que a redução configura possível crime eleitoral, por dificultar o exercício do voto e contrariar determinação da Justiça. Na véspera da eleição, a 1ª Zona Eleitoral havia ordenado à prefeitura e à SPTrans a operação integral da frota prevista para dias úteis, sob multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da empresa municipal em caso de descumprimento injustificado.
