A prefeitura de São Paulo alegou que pretendia evitar “gastos desnecessários” ao justificar a decisão de não ter 100% da frota municipal nas ruas neste domingo de segundo turno das eleições. Obrigada pela Justiça a repetir o planejamento de um dia útil, a prefeitura não está atendendo: mais de 30% dos ônibus estão estacionados nas garagens às 15h45 deste domingo (25/10).
A justificativa sobre “gastos desnecessários” aparece em resposta da SPTrans ao Instituto Pólis, que tem cadeira no Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT) e voltou a cobrar, na sexta-feira (23/10), em ofício, que a prefeitura colocasse nas ruas uma frota equivalente a de um dia comum.
A resposta veio em ofício enviado no fim da tarde de sexta-feira. “Ofertar a frota total do dia útil poderia gerar custos desnecessários ao erário público sem demonstrar ganho real de mobilidade para o eleitorado, que tende a ter domicílio eleitoral em regiões próximas de sua residência”, disse a SPTrans, em documento acessado pela coluna.
Na resposta, a prefeitura reforçou o que já vinha dizendo nas reuniões do CMTT, onde era cobrada a ampliar a frota para o dia da eleição: um modelo repetindo a escala de um sábado comum já seria suficiente.
