O cardiologista Clederson Henry Dina, que realiza atendimentos no Hospital Israelita Albert Einstein, gerou forte repercussão nas redes sociais ao publicar ataques a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e declarar que se recusa a atender eleitores do partido. Em publicação no Instagram, o médico escreveu: “Não atendo petistas vagabundos”. Na mesma postagem, afirmou possuir “recursos” para recusar pacientes, sem detalhar como faria para identificar a orientação política de quem busca seus cuidados.
As declarações foram apagadas antes da expiração automática de 24 horas do recurso stories. No entanto, após sofrer uma onda de críticas em fotos de seu perfil, o profissional fechou a conta para o público neste sábado (24/10).
Antes do episódio repercutir, a biografia de Dina informava atuação no Einstein e na clínica do infectologista David Uip, diretor nacional de infectologia da Rede D’Or. Ambas as referências foram removidas do perfil do médico após a controvérsia.
Código de Ética Médica
A conduta declarada pelo cardiologista esbarra diretamente nas diretrizes que regem a medicina no país. A Resolução nº 2.217/2018 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que estabelece o Código de Ética Médica, determina explicitamente que o exercício da profissão não pode admitir discriminação de nenhuma natureza, seja por credo, raça, orientação sexual ou posicionamento político.
