O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, vive um momento de pressão a dois dias das eleições que definirão ou não sua continuidade no cargo. A votação ocorrerá nesta terça-feira, 27. No sábado 24, milhares de pessoas se reuniram na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, com a exigência da criação de uma comissão de investigação sobre as falhas cometidas durante os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023. A maioria dos líderes da oposição compareceu.
Neste domingo, 25, quatro pesquisas eleitorais mostravam que o partido Yashar, de Gadi Eisenkot, está à frente do Likud, de Netanyahu. A questão é que nenhum dos dois principais blocos políticos dispõe de cadeiras suficientes para garantir a maioria no Knesset, o Parlamento israelense, composto de 120 integrantes.
Netanyahu poderá formar um novo governo mesmo se o seu partido Likud não for o mais votado. Isso porque, como tem feito, existe a possibilidade dele buscar alianças para formar um bloco com outros partidos.
Mas, neste momento, ele está em dificuldades. Uma importante pesquisa, entre essas quatro, realizada pelo jornal Maariv, revelou um resultado favorável à mudança de governo. A oposição avançou para 54 cadeiras, contra 48 do bloco de Netanyahu.
Pelo levantamento, o partido Povo de Israel, de Ofer Winter, não conseguiu superar a cláusula de barreira, com 3% dos votos, pouco abaixo dos 3,25% exigidos. Os partidos Judaísmo Unido da Torá e o Otzma Yehudit também perderam uma cadeira cada.
