Arqueólogos detectaram impressões digitais deixadas há 2,2 mil anos em dezenas de esculturas do Exército de Terracota, na China. Os pesquisadores acreditam que as marcas pertencem aos construtores das obras, incluindo mulheres e crianças escravizadas que parecem ter participado do trabalho.
Considerado patrimônio mundial da Unesco desde 1987, o exército é composto por esculturas de argila criadas para proteger e homenagear o primeiro imperador da China, Qin Shi Huang, na vida após a morte.
Até então, acreditava-se que a apenas homens adultos estavam envolvidos na criação dessa obra monumental. Porém, a nova pesquisa, publicada em 18 de outubro na revista Journal of Cultural Heritage, sugere que este pode não ser o caso.
Descoberta inicial
Os monumentos foram descobertos na década de 1970 por um grupo de agricultores, nos arredores de Xi'an, na província chinesa de Shaanxi. Ao longo das últimas cinco décadas, arqueólogos escavaram grandes áreas do sítio e desenterraram mais de 8 mil estátuas de terracota em tamanho real.
As esculturas representam soldados e cavalos de guerra, além de acrobatas, autoridades de alto escalão e outros animais. Cada figura parece ser única, com traços faciais, personalidade e expressão próprios.
Obra da escravização
No novo estudo, os pesquisadores analisaram 79 impressões digitais presentes nas esculturas e descobriram que cerca de 45% pertenciam a homens adultos, enquanto pouco menos de 33% eram de mulheres adultas.
Quem construiu os guerreiros de terracota? Impressões digitais de 2,2 mil anos trazem resposta
