O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, anunciou neste domingo, 25, que pedirá ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) a prisão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira.
Boulos tornou pública a intenção do governo petista em meio ao segundo turno das eleições presidenciais, disputada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro se manifestou depois de denúncias da campanha petista de que a Prefeitura de São Paulo estaria operando com apenas 60% da frota de ônibus exigida pela Justiça Eleitoral. A redução, segundo o Partido dos Trabalhadores (PT), dificultaria o deslocamento dos eleitores até os locais de votação, sobretudo nas regiões periféricas da capital.
“Não vão impedir o povo de votar com golpe baixo!”, escreveu Boulos, em publicação no X.
Neste sábado, 24, o juiz Tiago Ducatti Machado, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, havia determinado que a capital disponibilizasse 100% da frota operacional de ônibus, com frequência equivalente à dos dias úteis e transporte gratuito durante a votação. A ordem judicial estabeleceu multa de R$ 100 mil para Nunes e para Borges, em caso de descumprimento.
A campanha petista pediu que a Prefeitura e a SPTrans restabelecessem imediatamente a circulação integral dos ônibus e comprovassem o cumprimento da determinação judicial no prazo de uma hora.
