São Paulo, A delegada Maria Corsato (foto em destaque à esquerda), alvo da Corregedoria da Polícia Civil(veja nota completa abaixo) por pedir à irmã guardar um puff contendo R$ 1 milhão em espécie, já foi investigada por suposto favorecimento ao empresário Thiago Brennand, preso desde abril de 2023 por uma série de crimes sexuais. Ela era quem conduzia um dos inquéritos contra o empresário.
A irmã da delegada Maria Corsato, do 27° Distrito Policial (Campo Belo), afirmou ter encontrado mais de R$ 1 milhão em espécie escondido dentro de um móvel da agente. Equipes da Polícia Militar foram ao apartamento, em Santo André, no ABC Paulista, recolheram o item e entregaram na sede da Corregedoria.
Brennand
Na época em que estava à frente do caso de Brennand, Maria Corsato foi alvo de investigação interna da corporação. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) chegou a recomendar o afastamento da delegada.
Promotores chegaram a pontuar que a autoridade, que era responsável por uma das investigações as quais Brenannd respondia, beneficiou o empresário no caso em que uma ex-aluna da mesma academia frequentada pela atriz Helena Gomes, uma das vítimas de Brennand.
Conforme publicado pelo Metrópoles, à época, a delegada pediu que o caso fosse mantido em sigilo, e comparou o caso de Brennand ao da Escola Base, em que donos de uma escola e um motorista foram injustamente acusados de pedofilia em 1994.
Corsato, contudo, não chegou a ser afastada.
