O QI (Quociente Intelectual) das gerações mais novas está caindo, segundo um estudo publicado no periódico Journal of Theoretical Educational Science (AKUKEG), que avaliou crianças da Turquia entre 2016 e 2021. Esses dados apontam que está acontecendo o chamado “efeito anti-Flynn”, que analisa justamente a inteligência dos indivíduos.
O estudo alimenta um debate científico sobre quais fatores podem ter contribuído para a queda desses números.
Para a CNN Brasil, o neuropediatra Vinícius Spazzapan explica que a ferramenta que avalia o QI das pessoas foi criada para entender e ajudar crianças que apresentavam alguma dificuldade no aprendizado escolar na virada do século XIX para o XX.
O profissional afirma que, por se tratar de uma ferramenta, há a possibilidade de acontecer imprecisões. “Ela não dá conta de avaliar toda a inteligência humana, ela avalia algumas questões relacionadas à inteligência, mas a criatividade, a imaginação, os sonhos, a performance até mais física, motora, não são muito bem avaliados pelo teste de QI”, aponta.
Spazzapan defende que é importante se atentar à forma que o ambiente que cerca as crianças da geração mais nova influencia na inteligência delas. Para o médico, é importante oferecer ambientes seguros e tranquilos para que essas potências sejam valorizadas de formas diferentes.
