A ONU alertou nesta quarta-feira (21) para a necessidade de uma mobilização internacional urgente diante do fortalecimento do El Niño, que pode atingir uma intensidade sem precedentes até o fim do ano. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o fenômeno pode resultar em um aquecimento recorde da superfície do Oceano Pacífico equatorial, com até 3,8°C acima da média entre novembro e janeiro.
Com essa situação de alarme, cientistas australianos publicaram hoje um estudo na revista Science Advances que pode ajudar a prever com até um ano de antecedência eventos climáticos extremos como esse, mudando completamente como as sociedades se preparam para enfrentar o El Niño ou a La Niña.
Conhecidos como El Niño-Oscilação Sul (ENOS), esses fenômenos são variações naturais e irregulares que ocorrem, em média, a cada dois a sete anos e envolvem mudanças na temperatura da superfície do mar, na pressão atmosférica e nos ventos sobre o Pacífico equatorial.
O El Niño corresponde à fase de aquecimento anormal dessas águas, enquanto a La Niña é caracterizada pelo resfriamento acima do normal. Ambos os fenômenos influenciam os padrões climáticos em todo o mundo. Apesar de normalmente atingirem seu pico em dezembro, eles só podem ser previstos com segurança, até então, com seis meses de antecedência.
Chave para prever El Niño com até 1 ano de antecedência é identificada
