É possível governar sem ter uma maioria partidária própria no Congresso, mas aprovar leis, reformas e mudanças constitucionais se torna mais dependente de negociação.
Lula (PT) usou esse argumento no segundo turno de 2026. O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores de sua campanha, afirmou que o governo aprovou projetos mesmo sem controlar maioria na Câmara e no Senado.
Flávio Bolsonaro (PL), por outro lado, chegou à etapa final ampliando alianças com partidos de centro e direita e contando com o peso de uma bancada do PL fortalecida nas eleições legislativas.
O presidente conserva competências administrativas mesmo quando enfrenta resistência parlamentar, mas projetos de lei, medidas provisórias, Orçamento e PECs passam pelo Legislativo.
Quanto maior o quórum exigido, maior a necessidade de coalizão. Uma PEC, por exemplo, precisa de 308 deputados e 49 senadores em dois turnos.
Por isso, o resultado presidencial e a composição do Congresso são duas partes do mesmo desenho de governabilidade que começará em 2027.
