Maktub. A palavra árabe significa “está escrito” e carrega a ideia de destino. Nesta manhã de domingo, com a votação em andamento, ela oferece uma reflexão sobre a escolha que o Brasil faz e sobre o que virá depois dela.
Lula e Flávio Bolsonaro chegam a este segundo turno com a mesma esperança: terminar o dia escolhidos para governar o país. Cada lado tem suas convicções, seus motivos para acreditar e seus receios diante de uma eventual derrota. A sorte está lançada. O resultado, porém, depende do voto de cada brasileiro e será conhecido na apuração.
Até lá, cabe respeitar a decisão de quem está diante da urna. Ali, longe do barulho das campanhas, cada eleitor faz uma escolha cujas consequências serão compartilhadas por todos.
O país que sairá das urnas
Uma eleição tão polarizada deixa marcas que a divulgação do resultado, sozinha, não consegue apagar. As divergências continuarão nas famílias, no trabalho e nas relações políticas. Quem perder não mudará de opinião porque o adversário venceu.
É justamente aí que começa a responsabilidade do eleito. Receber a maioria dos votos dá o direito de governar, mas exige compreender as necessidades de uma população muito maior do que a própria base eleitoral.
Quem votou no candidato derrotado continuará trabalhando, pagando impostos e esperando respostas do poder público. Sua voz precisa ser ouvida. A legitimidade das urnas deve vir acompanhada da disposição de governar para o conjunto do país.
