Espera-se que o parlamento do Egito vote para autorizar ou não as Forças Armadas a ajudar na defesa da Arábia Saudita contra ataques dos Houthis do Iêmen, caso Riad solicite esse apoio.
A medida aproximaria o país mais populoso do mundo árabe de um envolvimento militar direto nos conflitos em expansão, desencadeados pela ofensiva aérea dos EUA e de Israel contra o Irã em fevereiro.
O presidente Abdel Fattah al-Sisi solicitou a aprovação em um discurso no sábado (17), afirmando que o Egito “jamais, jamais esquecerá nossos irmãos no Golfo” e assegurando aos líderes da Arábia Saudita que o Cairo “tomará qualquer medida para protegê-los”.
Assim como os Estados do Golfo, que sofreram ataques por parte de Teerã durante o conflito, o Egito é um parceiro de longa data na estrutura de segurança liderada pelos EUA, uma estrutura que agora está sendo posta à prova pelas guerras na região.
Qual a posição do Egito sobre a guerra com o Irã
As declarações de Sisi marcaram uma clara escalada em relação ao tom mais cauteloso que as autoridades egípcias vinham adotando desde o início do conflito com o Irã. Embora o Egito tenha manifestado, repetidas vezes, forte apoio aos seus aliados no Golfo, o Cairo evitou, até o momento, comprometer-se publicamente com uma participação direta em combates.
Em maio, a presença de caças egípcios Rafale nos Emirados Árabes Unidos foi revelada pela mídia estatal emiradense durante a cobertura de uma visita oficial de Sisi.
