Bia Kicis quer chegar ao Senado em 2027 com uma cobrança: a aprovação de uma anistia ampla aos presos do 8 de janeiro, que vá além da redução das penas. Eleita pelo Distrito Federal, a deputada federal apresenta a medida como uma das prioridades do futuro mandato e um passo para a reconciliação nacional. “Não existe verdadeira pacificação sem Justiça”, disse. Formada em Direito pela Universidade de Brasília, Bia fez carreira na Procuradoria do DF antes de ingressar na política e presidir a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
A ideia de pacificação percorre suas respostas, acompanhada de cobranças por mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF). Na Casa que tem competência para julgar ministros da Corte, pretende trabalhar pela análise dos pedidos de impeachment e aponta uma prioridade: Alexandre de Moraes. Também defende mandatos para os integrantes do tribunal, revisão da idade mínima para ingresso e mudanças no processo de indicação.
O avanço dessa agenda dependerá, em sua avaliação, da escolha do próximo presidente do Senado. Por isso, Bia defendeu uma candidatura própria do PL e vê Rogério Marinho (RN) como um nome preparado para a disputa. “Precisamos de uma liderança que não se omita diante das responsabilidades institucionais da Casa”, defendeu. Embora espere condições mais favoráveis a partir de 2027, evita prometer vitórias com data marcada: “Não seria responsável prometer que todas essas medidas serão aprovadas imediatamente”.
