A poucos meses do fim do governo Lula, os Correios decidiram adquirir 63,8 mil microcomputadores de alta configuração, isso em uma estatal que acumula rombo bilionário na atual gestão. O tamanho da compra chamou a atenção da Controladoria-Geral da União (CGU), que passou a examinar o processo aberto pela empresa. A informação foi divulgada por Veja.
Segundo o relatório da Controladoria, o custo da operação foi mantido em sigilo pela própria estatal, que suprimiu o valor total dos equipamentos. Na análise, a CGU aponta risco de desperdício de dinheiro público.
O ponto central da ressalva é a configuração exigida. “Os Correios adotaram, como requisito mínimo para todos os 63,8 mil microcomputadores abrangidos pelo certame, 32 GB de memória RAM DDR5 e SSD NVMe de 480 GB ou superior", registra a CGU. "Na fase inicial da auditoria, os documentos de planejamento da contratação e os esclarecimentos até então apresentados pela Unidade não demonstravam, de forma objetiva, que essa configuração seria necessária para a totalidade dos postos de trabalho.”
A Controladoria liga o padrão elevado ao impacto no bolso público. “Cabe destacar que a adoção de configurações superiores implica, naturalmente, em preços mais elevados de aquisição", prossegue o órgão. "Nesse sentido, em uma compra de grande quantidade de itens, tal qual a pretendida pelos Correios, o impacto financeiro é substancial.
