Transformar pastos degradados em áreas férteis é um caminho prático para unir a produção pecuária à sustentabilidade ambiental. Experimentos de longa duração realizados no interior paulista revelam que ajustes simples no cuidado com o solo e na quantidade de animais não só recuperam a produtividade da terra, mas a convertem em um eficiente reservatório de carbono. Além de beneficiar o produtor, essa linha de pesquisa desenvolveu métodos mais simples e baratos para medir o carbono retido no solo, facilitando o futuro acesso de fazendeiros ao mercado de créditos de carbono.
Os estudos fazem parte do Projeto Temático “Entendendo sistemas intensificados e integrados de produção: do mundo quântico à agricultura de baixa emissão de carbono”, apoiado pela Fapesp por meio do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais, e coordenado pelo físico Ladislau Martin Neto, pesquisador da Embrapa Instrumentação, unidade de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária focada em unir a física, a química, a ciência dos materiais e as engenharias ao setor agropecuário.
Para entender o impacto prático do manejo na retenção de carbono no solo, os pesquisadores compararam diferentes cenários de produção. As áreas avaliadas variaram desde pastagens degradadas -caracterizadas pela ausência de adubação e pelo pastejo contínuo do gado- até sistemas com diferentes níveis de tecnologia e intervenção.
