*Por Bruno Martineli
A Superliga Feminina 2026/27 começou sem nenhuma mulher no comando técnico principal das 12 equipes participantes. Para Fofão, campeã olímpica e ex-treinadora da Seleção Brasileira feminina sub-17, a falta de oportunidades e a desconfiança em relação à capacidade das mulheres estão entre os principais obstáculos para mudar esse cenário.
“As barreiras são enormes. As cobranças são maiores, sempre há uma desconfiança em relação ao trabalho e à capacidade da mulher. A cobrança pelo resultado é maior, e as oportunidades em relação aos homens são completamente diferentes”, afirmou Fofão, em entrevista à Gazeta Esportiva.
A ausência de mulheres no comando técnico da elite do vôlei brasileiro não é recente. Nas últimas 15 edições da Superliga, apenas três mulheres estiveram ligadas ao comando de equipes da elite masculina e feminina.
Entre os casos citados está o de Sandra Mara Leão, que comandou o Araraquara na temporada 2013/14. Em 2021, Kely Kolasco chegou a ser anunciada como técnica do Curitiba, mas abriu mão do cargo antes do início da Superliga por não conseguir conciliar a agenda de jogos com a maternidade solo. Helga Sasso assumiu a equipe em seu lugar.
A ex-levantadora também destacou que, embora haja mais mulheres nas categorias de base, poucas conseguem chegar ao comando de equipes principais. Na avaliação dela, a falta de oportunidades acaba desmotivando profissionais que desejam seguir carreira como treinadoras.
