Se você já jogou uma bolinha de gude no chão de terra, saiba que repetiu um gesto feito por crianças há milhares de anos. Essa brincadeira popular no Brasil e no mundo inteiro começou com esferas feitas de vidro, pedra ou metal. Aliás, a palavra gude vem do nome dado originalmente às pedrinhas redondas e lisas tiradas diretamente dos leitos dos rios.
As evidências dessa diversão milenar aparecem em diversos achados arqueológicos. No Egito, pesquisadores encontraram bolinhas no túmulo de uma criança que viveu em 3000 a.C. Em Mohenjo-Daro, na antiga civilização do Vale do Indo, no Paquistão, os itens datam de 2500 a.C., enquanto na ilha de Creta as peças foram produzidas entre 2000 a.C. e 1700 a.C.
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De nozes na Roma antiga aos buracos no chão
Na Grécia e em Roma, a criatividade não tinha limites. As crianças usavam opções de vidro, pedra, madeira e argila, além de sementes e frutos como pérolas, nozes, avelãs, castanhas e azeitonas. Em solo romano, a prática era inclusive batizada de jogo com nozes.
Geralmente praticado ao ar livre em terreno firme, o jogo tem regras tão variadas quanto as cores das peças. Os jogadores costumam fazer buracos do tamanho de um punho usando o salto do sapato ou desenhar linhas de arremesso para delimitar as jogadas.
