Pesquisa da Embrapa e do Cena-USP (Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo) demonstrou que a árvore bordão-de-velho (Samanea tubulosa) apresenta várias vantagens ao ser usada em sistemas silvipastoris, que integram a produção pecuária com a florestal. Um dos ganhos é o aumento da qualidade biológica do solo, o qual estoca mais carbono e mantém comunidades de microrganismos mais estáveis, com maior número de espécies.
O estudo faz parte da tese de doutorado de Henrique Nery Cipriani, pesquisador da Embrapa Florestas (PR), sob a orientação da professora Tsai Siu Mui, do Cena-USP, campus de Piracicaba.
Leguminosa nativa da América tropical, a árvore é encontrada em quase todas as regiões do Brasil. Por isso, tem ampla adaptabilidade no país. “Ela já era considerada uma das melhores espécies de árvore para a integração com pastagens, pois além da sombra proporcionada ao gado, ela é capaz de fixar nitrogênio no solo e ainda produz frutos apreciados pelos animais”, conta Cipriani.
O pesquisador ressalta que, apesar de o aproveitamento madeireiro do bordão-de-velho não ser tão vantajoso,diferentemente do eucalipto, por exemplo, os vários benefícios promovidos pela leguminosa a tornam interessante para pecuaristas.
Árvore apresenta múltiplos usos
A Samanea tubulosa, popularmente conhecida como bordão-de-velho, é uma árvore da família Fabaceae, a mesma de leguminosas como soja e feijão.
