Por Érica Mariosa Moreira Carneiro
Caro leitor, se você é um vivente do século 21, provavelmente já se deparou com o desafio de buscar informações em meio à coexistência do excesso e da falta informacional. Afinal, o “rolar do feed” não significa, necessariamente, estar informado.
Essa não é uma questão que surgiu em 2026. A pandemia mostrou não só que ela já estava presente mas também evidenciou que, em meio ao caos, informar-se não dizia respeito apenas à qualidade do debate público, mas à própria possibilidade de participação social e de sobrevivência. Informar-se, portanto, é um direito.
E esse é o debate que propõe a minha pesquisa recém-publicada pela Unicamp: Crises entrelaçadas em um Brasil pandêmico: como se configura a permacrise no Brasil durante a Covid-19.
O que aconteceu com a informação durante a pandemia da covid-19 no Brasil?
Para responder a essa pergunta, a pesquisa partiu da complexidade de produzir e consumir informação no século 21, marcado pelo digital, que naquele momento aparecia como resposta ao isolamento e à necessidade de conter o contágio.
Informar-se parecia, a princípio, um ato simples e de acesso “universal”. Mas, para quem, como nós, sobreviveu àquele período mórbido, ficou evidente que estávamos diante de um ambiente de disputa.
