O senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nos 2 debates do 2º turno, na Band e na TV Globo, que, caso seja eleito presidente, seu governo vai comprar dívidas de pessoas físicas e jurídicas de bancos privados e suspenderá a cobrança de boletos. A carência será de 6 meses para pessoas físicas e de 1 ano para empresas.
A medida não consta no plano de governo “Para o Brasil Vencer o Atraso”, entregue ao Tribunal Superior Eleitoral.
No debate da Band, em 18 de outubro, Flávio afirmou que o governo compraria as dívidas “por um valor muito menor”. Declarou: “Para você que é a pessoa física, vai ficar 6 meses congelada, parada a sua dívida, você não vai pagar boleto nenhum; e para você que é pessoa jurídica, esse prazo vai ser de 1 ano”.
Segundo o candidato, depois da carência, uma parcela de R$ 100 ou R$ 200 cairia para R$ 20 ou R$ 30. O pagamento seria feito por meio de financiamento “barato e de longo prazo”. O saldo seria refinanciado pela Caixa Econômica Federal.
COMO FUNCIONARIA
A operação é chamada de cessão de crédito no mercado financeiro.
O processo envolveria 4 etapas, segundo economistas:
venda das dívidas - a União ou a Caixa compraria pacotes de contratos de empréstimos, faturas e boletos em atraso.
