A disputa pela narrativa sobre a quebra de sigilos bancários e telefônicos, os questionamentos sobre pagamentos do Bolsa Família e a atuação da Meta nas redes sociais marcaram a última semana da campanha da eleição presidencial a ser definida neste domingo (25). Com a iminência do segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acumulam confrontos sobre os três temas, gerando novos atos e processos dentro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Tema dominante nas duas campanhas desde o debate do último domingo (18), a guerra pela quebra de sigilos foi oficializada na última quinta-feira (22), quando os representantes do PT e PL se mostraram comprometidos a alcançar a abertura dos sigilos de Flávio e Lula, além de informações de familiares e empresas relacionadas aos políticos.
As últimas procurações pendentes foram entregues ao TSE. Apesar do entendimento, os dados ainda não foram divulgados publicamente e não há previsão oficial para isso.
A disputa começou quando Lula desafiou Flávio a abrir seus sigilos durante o debate televisionado pela Band. O presidente ofereceu acesso a informações dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo. O senador respondeu, dias depois, que aceitaria a proposta caso outras condições fossem cumpridas pelo petista.
