Uma virada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno da eleição de 2026 é matematicamente muito improvável.
Para conseguir o feito, o petista precisaria ter uma conversão altíssima de votos brancos/nulos e de candidatos que não passaram ao 2º turno (também chamados de 3ª via), além de reduzir abstenção de forma inédita. O candidatos que ficaram atrás de Lula e Flávio tiveram 9.316.747 de votos (ou 7,81% dos votos válidos). A maioria desses apoios foi para candidatos de perfil idelógico de direita ou de centro-direita, como Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).
O Poder360 testou alguns cenários para explicar de forma mais clara esse desafio:
Mobilização baixa - com queda de 1 ponto percentual na abstenção, Lula recebendo 45% dos votos da 3ª via e 25% dos brancos e nulos passando a votar em candidatos (divididos igualmente entre os 2), Flávio ficaria à frente por 2,7 milhões de votos;
Mobilização moderada - com queda de 1,5 ponto percentual na abstenção, Lula recebendo 55% dos votos da 3ª via e 25% dos brancos e nulos passando a votar em candidatos (sendo 55% deles no petista), Flávio ainda teria vantagem de 536 mil votos;
Mobilização elevada - mesmo com queda de 2,2 pontos percentuais na abstenção, Lula recebendo 55% dos votos da 3ª via e 35% dos brancos e nulos passando a votar em candidatos (sendo 55% deles no petista), Flávio ainda ficaria à frente por 222 mil votos.
