Os dois candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), repetiram a estratégia do primeiro turno e priorizaram a região Sudeste nas três semanas que compuseram o segundo turno das eleições presidenciais.
São Paulo foi novamente a unidade da federação com o maior número de agendas registradas, segundo o levantamento feito pela CNN com base na divulgação das próprias campanhas dos presidenciáveis. A região Sudeste reúne 66,3 milhões de eleitores, cerca de 41,8 % do total do eleitorado brasileiro, enquanto o estado possui 34 milhões de eleitores.
No primeiro turno, que rendeu 47% dos votos válidos para Flávio, ante 45% para Lula, o senador do PL atingiu 51,9% dos votos em SP, enquanto Lula teve 38,2%.
Parte dessa vantagem de Flávio se dá graças à parceria formada com o governador reeleito em primeiro turno, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a forte base montada no Congresso Nacional - formada por 19 das 70 cadeiras para o PL e ambos os senadores ligados ao presidenciável.
A estratégia de ambas as candidaturas no estado mais relevante para o período eleitoral foi justamente o marco das manifestações da cidade: a Avenida Paulista. Tanto Flávio, quanto Lula, utilizaram do espaço para mobilizar suas bases após o resultado do primeiro turno.
