“Velejar sozinha era muito importante, porque eu queria ter a segurança de ser capaz de tomar decisões sozinha. Isso era necessário para eu ter autonomia e poder ir a todos os lugares onde quisesse sem depender de outras pessoas”, revela a velejadora Tamara Klink. “Sou a única pessoa no barco, e sei que estou só. Sinto a solidão e é algo que não posso evitar nem expulsar. E ela, a solidão, de certa maneira me permite conhecer outras versões de mim que ficavam invisíveis quando eu tinha um reflexo que não era eu, o reflexo de outras pessoas a bordo.”
Tamara Klink estará em Brasília, em mais uma edição do Metrópoles Talks, para compartilhar os aprendizados no encontro “Travessias pessoais: Desafios, coragem e o que aprendi sozinha no mar gelado”. O bate-papo inspirador será no dia 2 de dezembro (quarta-feira), às 20h, no Auditório Planalto do Ulysses Centro de Convenções.
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“Uma das revelações de quando estava sozinha foi ver quanto tempo gastamos na cidade para agradar ao outro. Como mulher, a gente se acostuma a usar muitas roupas que limitam os nossos movimentos. E a gente aceita isso como a única possibilidade. Lá, eu percebi que grande parte da energia era usada para a sobrevivência e o prazer apenas. E isso foi muito libertador”, conta.
