Especialmente para as mulheres, o divórcio pode parecer uma fase turbulenta e difícil de ultrapassar. Após um casamento longevo, muitas sentem dificuldade em redescobrir a própria sexualidade, na maioria das vezes por acreditar, equivocadamente, que já passaram da idade para viver novas experiências.Embora esse tipo de sentimento seja comum, ele não é saudável e, com comunicação clara, pode ser enfrentado.
Em entrevista à coluna, o especialista em inteligência emocional Rogério Silva elenca os principais sentimentos associados a esse cenário: medo de sofrer, receio de lidar com rejeição, vergonha do próprio corpo e dificuldade de se abrir para o novo.
“Esse recomeço pode reunir vontade e receio ao mesmo tempo. Sentir insegurança não significa, por si só, estar despreparado. O importante é reconhecer o próprio ritmo e não transformar a retomada da vida afetiva ou sexual em uma obrigação, uma competição com o ex-parceiro ou uma prova de superação”, destaca.
O que causa tanto receio?
Segundo o profissional, experiências como traição, controle excessivo e desvalorização são algumas das razões para que uma pessoa saia de uma relação com tantos sentimentos negativos. “Isso pode aparecer como dificuldade para confiar, necessidade frequente de confirmação, afastamento emocional ou receio de expressar desejos e limites”, afirma.
Para quem fica com cicatrizes emocionais, o principal desafio é reconhecer que uma nova pessoa pode ser diferente da anterior.
