A inteligência artificial (IA) transformou-se em uma aliada central para acelerar o monitoramento de florestas e espécies ameaçadas no Brasil. Com o uso de ferramentas automatizadas, pesquisadores conseguem processar grandes volumes de imagens, sons e dados geográficos em tempo recorde, substituindo processos manuais demorados e garantindo respostas mais rápidas para a gestão ambiental.
O rastreamento de animais em risco de extinçãoganhou agilidade com oapoio de tecnologias de visão computacional. Armadilhas fotográficas instaladas em áreas naturais registram imagens que são analisadas automaticamente por sistemas de IA, identificando espécies e padrões individuais na pelagem de animais como onças-pintadas.
“A inteligência artificial tem contribuído significativamente para tornar o monitoramento da biodiversidade mais rápido, organizado e eficiente”, destaca a bióloga Andrée de Ridder Vieira, autora de estudo sobre tecnologias emergentes e educação socioambiental vinculada ao Instituto Supereco. Ela ressalta que, embora as ferramentas agilizem o processo, os resultados exigem validação de especialistas para evitar erros de contagem.
Na mesma linha, o analista de conservação sênior do WWF-Brasil, Felipe Feliciani, comenta o uso de plataformas automatizadas: “Um trabalho que a gente faz em campo com 60 a 70 câmeras por 60 dias pode gerar mais de 10 a 15 mil registros. Antes era preciso fazer a triagem desses registros um a um, o que toma bastante tempo.
