São Paulo, Quarteirões inteiros da Avenida Paulista, no centro de São Paulo, ficaram lotados, neste sábado (24/10), para o último ato da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em busca da reeleição. Em alguns momentos, a multidão chegou a avançar para as ruas que cruzam a Paulista, como a Augusta.
Do alto do trio, a cena lembrava as passagens dos megablocos do Carnaval paulistano, com o público cantando os jingles da campanha e as músicas que saiam das caixas de som. Apesar do clima de festa, os diversos cartazes erguidos pelos eleitores marcavam o tom político da manifestação.
Críticas à família Bolsonaro e ao governo Donald Trump, mensagens defendendo a soberania do Brasil, e frases como “Sou prounista e estou com Lula” se espalhavam nos cartazes levados pelo público. Vários deles também faziam referência ao caso da menina Ana Clara, morta por um policial militar defendido na Justiça por Flávio Bolsonaro (PL). Outros traziam apelos à manutenção da democracia, com dizeres como “Ditadura nunca mais”.
Lula disse que o ato era histórico. Em um dos momentos mais simbólicos, o petista ergueu a bandeira do Brasil e a Constituição Federal, e cantou com a população o Hino Nacional. Mais tarde, o Hino da Independência também foi tocado.
Em busca do quarto mandato, Lula escolheu percorrer a Avenida Paulista em cima de um carro, cumprimentando os eleitores que se aglomeravam ao redor do veículo.
