Inaugurado em 12 de setembro de 1911, na Praça Ramos de Azevedo, no Centro de São Paulo, com a ópera Hamlet, de Ambrósio Thomas, o Theatro Municipal de São Paulo nasceu para colocar a crescente capital paulista no circuito das grandes apresentações internacionais.
Projetado nos moldes da Ópera de Paris para atender às exigências da aristocracia cafeeira, o espaço permitiu que a cidade superasse a reputação de antigo vilarejo e entrasse definitivamente na rota das grandes companhias europeias, até então restritas ao Rio de Janeiro.
Embora tenha surgido para espelhar os padrões da elite, o local virou palco de uma revolução em 1922 ao sediar a Semana de Arte Moderna. O evento transformou a história cultural brasileira com a presença de expoentes como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti e Villa-Lobos.
Décadas mais tarde, em 1981, a edificação foi tombada pelo Condephat e, entre 1986 e 1991, passou por restauros no patrimônio interno e externo, além de atualizações tecnológicas, sendo reinaugurada na comemoração dos seus 80 anos.
Paralelamente, a memória do espaço ganhou abrigo próprio com a fundação do Museu do Theatro Municipal, que passou pelo Edifício Martinelli em 1985 até se fixar nos baixos do Viaduto do Chá. O acervo reúne mais de 20 mil programas, 6 mil fotografias e a maior coleção de partituras de música erudita da América Latina.
