São Paulo, O Monitor do Debate Político (USP/Cebrap) e a ONG More in Common Brazil decidiram não divulgar as estimativas de público das manifestações pró-Lula e pró-Flávio realizadas neste sábado (24/10), após campanha petista impedir o lançamento de drones no ápice do ato. A decisão foi justificada como medida para garantir “isonomia” às vésperas da votação de segundo turno.
“Para assegurar a isonomia entre as manifestações, também não divulgaremos a estimativa de público do ato de Flávio Bolsonaro, realizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro”, esclarece nota enviada ao Metrópoles.
Segundo o Monitor, o grupo teve autorização para voar com drones apenas entre às 13h30 e às 14h40, período em que apoiadores do candidato à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, ainda chegavam. O ápice da manifestação ocorreu entre 16h e 17h, quando o petista chegou ao local e começou a travessia da Avenida Paulista.
“Como não tivemos autorização para realizar o registro fotográfico no horário de pico da manifestação, decidimos não divulgar uma estimativa de público, para evitar a publicação de um número que certamente iria subestimar a dimensão efetiva do ato”, explica o texto.
A equipe ainda informa que na última ida de Lula à Avenida Paulista, no dia 11 de outubro, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI)impediu o Monitor do Debate Político no Meio Digital (USP/Cebrap) e a ONG More in Common Brazil de contar o público da manifestação de apoiadores do presidente.
