Às vésperas do segundo turno das eleições de 2026, dados mostram que as denúncias de irregularidades migraram do foco na figura dos candidatos à Presidência para partidos, coligações e federações. Enquanto no segundo turno de 2022 a disputa presidencial concentrava 49% das queixas (6.936 casos), em 2026 esse número caiu para 36,4% (2.027 casos). Uma retração de 12,5 pontos percentuais.
No mesmo período, as ocorrências direcionadas a Partidos, Coligações e Federações subiram de 41,4% para 58,8% (3.275 casos), tornando-se o principal alvo da fiscalização.
Os dados foram levantados por meio da plataforma Pardal, do Tribunal Superior Eleitoral, às 10h dessa sexta-feira (23/10). A ferramenta permite que os eleitores comuniquem irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral identificadas durante as campanhas.
Além do volume e do perfil dos alvos, o levantamento detalha o andamento das representações na Justiça Eleitoral. Ao todo, o segundo turno registro 5.794 denúncias.
A maior parcela das ocorrências consta como baixada do sistema (53,3% dos casos, ou 3.085 registros), situação que ocorre quando a denúncia é arquivada ou encerrada após análise inicial por falta de provas ou inconsistência nos dados.
O status de peticionada no Processo Judicial Eletrônico são representadas por 25,9% (1.500) das denúncias, indicando as queixas que foram formalizadas como processos judiciais.
