O Ministério Público Eleitoral pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que indefira o registro de candidatura do deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil-RJ). Em parecer enviado à Corte na 6ª feira (23.out.2026), o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, afirmou haver elementos suficientes para relacionar o político a organizações criminosas. Leia a íntegra (PDF - 318 kB).
Canella foi eleito deputado estadual no Rio de Janeiro no 1º turno. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro havia liberado sua candidatura, mas a decisão é questionada no TSE. Segundo o MP Eleitoral, o TRE-RJ decidiu sem ter acesso às provas do inquérito 5.020, que tramita no Supremo Tribunal Federal.
O político foi preso em 15 de outubro na 8ª fase da operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro. Canella recebeu 197.178 votos e foi o 2º deputado estadual mais votado do Estado.
Segundo o parecer, há indícios de que Canella atuou como articulador político do esquema investigado, influenciou indicações para cargos na cúpula da segurança pública para favorecer o grupo e recebeu dinheiro em espécie proveniente das atividades investigadas.
Na 6ª fase da operação Unha e Carne, realizada em julho, a PF apreendeu R$ 919 mil em espécie e dólares em endereços ligados a Canella. Um fuzil de uso restrito foi encontrado no veículo em que ele estava.
