O próximo presidente da República herdará a partir de 2027 uma DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) de 82,9% do PIB (Produto Interno Bruto), o maior patamar desde março de 2021.
Segundo o investidor, fundador da gestora de patrimônio Corano Capital, o mercado financeiro já precificou a vitória do candidato Flávio Bolsonaro (PL), com probabilidade próxima de 80%. O economista afirma que, por isso, uma reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocaria reprecificação mais abrupta dos ativos. A análise de Corano foi divulgada neste sábado (24.out.2026), 1 dia antes do 2º turno.
PROJEÇÕES
Eis o movimento esperado por Corano:
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) projetado para Lula fica acima do teto da meta de inflação.
PROPOSTAS FISCAIS
Corano descreve estratégias distintas para os 2 candidatos:
Lula - manter o arcabouço fiscal e buscar superavit primário de 1,3% do PIB até 2030, a partir de deficit de cerca de 0,4% do PIB em 2026. Estima maior tributação de altas rendas;
Flávio - nova regra fiscal ancorada na dívida e ajuste de 1,5% do PIB em 18 meses, de R$ 190 bilhões a R$ 204 bilhões. Estima redução de ministérios, privatizações e corte de impostos.
Para o economista, estabilizar a dívida exigiria esforço de 3% do PIB, o dobro do prometido por Flávio. Ele também diz que Lula precisará apresentar um plano de ajuste mais severo logo no início do mandato.
