Criaturas gigantescas com pele de escamas, grandes asas flexíveis, patas fortes com unhas afiadas e uma boca cheia de dentes que lança fogo contra seus inimigos. Os dragões são figuras onipresentes na mitologia e na cultura pop há gerações.
Mas se os dragões nunca existiram, por que aparecem na arte e literatura de tantas civilizações distintas? Entenda como a antropologia e a paleologia explicam um dos mitos mais famosos da humanidade.
Como inventar seu dragão
Relatos e representações artísticas de encontros com dragões fazem parte da tradição mitológica de diferentes povos. No Japão, uma serpente de oito cabeças, grande como cordilheiras, exigia sacrifícios para conter sua fome.
Na China, os dragões são sábios e pacíficos, guardiões da água cujas narinas produzem nuvens de chuva. Os dragões hindus Vritra também comandavam a água - mas, egoístas, eles a guardavam para si, causando seca, inanição e morte por toda a Índia.
O povo mesopotâmico (atualmente ocupando o Iraque, Irã, Turquia e Síria) tinha um dragão como protagonista de seu mito original: o mundo teria começado com uma batalha entre dois deuses; um deles, Tiamat, era uma serpente gigante.
Em seu livro ‘The Real Story of Dinosaurs and Dragons: Science Sets the Fossil Record Straight’ (2024), o paleontólogo Philip J. Senter destaca que os dragões gregos da Antiguidade se aproximavam mais das serpentes, com direito a cuspir veneno.
