Imagine um robô que não precisa de motores, engrenagens ou baterias convencionais para nadar. Em vez disso, ele utiliza células musculares vivas que se contraem quando recebem luz. Parece ficção científica, mas é exatamente o que pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, conseguiram desenvolver.
O dispositivo, apresentado em um estudo publicado em 28 de setembro na revista Advanced Functional Materials, é extremamente fino e consegue se movimentar pela água e mudar de direção com a ajuda de estímulos luminosos. A novidade pode abrir caminho para uma nova geração de robôs capazes de explorar ambientes delicados sem causar danos.
O pequeno nadador possui uma estrutura flexível de gel, com comprimento e largura semelhantes aos de um chiclete em formato de tira. Seu corpo é dividido em duas nadadeiras, revestidas por camadas de células musculares vivas muito mais finas que um fio de cabelo humano.
Essas células foram geneticamente modificadas para se contrair quando expostas à luz. Assim, ao iluminar uma das nadadeiras, os pesquisadores conseguem fazê-la se movimentar e impulsionar o robô pela água. Quando as duas recebem luz, ambas se agitam. A velocidade e a direção podem ser ajustadas conforme a frequência e a posição dos estímulos luminosos.
Durante os testes, o robô conseguiu nadar e desviar de obstáculos em um pequeno labirinto subaquático.
Nanorrobô criado nos EUA usa células humanas para se mover
