Se as antigas paredes pudessem falar, o Mosteiro de Sümela, no leste da Turquia, teria muitas histórias para contar.
Desde a fundação no século IV d.C. por alguns dos primeiros cristãos a chegar à costa do Mar Negro, o santuário testemunhou a evolução do Império Romano para a era Bizantina, a ascensão dos Otomanos, a luta pela independência turca após a Primeira Guerra Mundial, décadas de vandalismo e negligência, e uma ressurreição quase milagrosa nos tempos modernos.
Ainda mais fascinante do que a história, Sümela é um local que parece gerado por inteligência artificial ou computação gráfica, em vez de um lugar real, um complexo de capelas, pátios, biblioteca, aposentos, campanário, aqueduto e uma nascente sagrada cercada por pedras, precariamente situada em uma saliência rochosa a quase 300 metros acima de um vale fluvial arborizado nos Alpes Pônticos.
Todos os dias, milhares de visitantes (alguns peregrinos religiosos, mas a maioria atraída pelo esplendor dos primeiros afrescos cristãos e pela arquitetura que parece desafiar a gravidade) percorrem o caminho de paralelepípedos até o mosteiro.
Outro atrativo é o fato de Sümela estar na Lista Indicativa da Unesco para ser considerada Patrimônio Mundial.
