O conflito no Oriente Médio caminha para se tornar mais uma guerra dos Estados Unidos com um legado tóxico.
Bombas e mísseis liberaram metais pesados e substâncias químicas nocivas na atmosfera. Ataques envolvendo os EUA, Israel e o Irã atingiram instalações petrolíferas, provocando incêndios que cobriram Teerã com uma densa fumaça negra e chuvas saturadas de petróleo, expondo milhões de pessoas a uma poluição que pode trazer impactos duradouros à saúde.
Esses ataques também estão afetando o Golfo Pérsico. Investidas contra navios e infraestruturas petrolíferas na região causaram derramamentos de petróleo visíveis do espaço.
Um vazamento proveniente de um navio-tanque levou ao fechamento temporário de praias no emirado de Umm Al Quwain, com as autoridades trabalhando para conter os danos ambientais, informou, na quinta-feira (22), o Ministério de Mudanças Climáticas e Meio Ambiente dos Emirados Árabes Unidos.
Ainda não foi confirmado se o vazamento está relacionado aos ataques iranianos, mas o episódio é mais um sinal dos enormes riscos enfrentados pelo Golfo Pérsico, um dos ecossistemas marinhos mais delicados e singulares do mundo.
À medida que o conflito prossegue, especialistas alertam para uma crise de contaminação de maior escala.
Um aumento acentuado na poluição por petróleo
Há meses, navios de carga e petroleiros vêm sendo alvos no Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para o transporte de petróleo e gás entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
