O produtor rural vai às urnas levando uma conta que não fecha, uma dívida que preocupa ou uma safra que precisa financiar. Do pequeno ao grande, cada um sabe onde o sapato aperta. E procura nas propostas dos candidatos alguma resposta para o que enfrentará da porteira para dentro e no caminho até o mercado.
Para uns, falta crédito. Para outros, o dinheiro até aparece, mas os juros comprometem o resultado. Há quem colha bem e perca renda porque o preço caiu, o frete encarece ou não existe armazém suficiente. Há também quem veja o trabalho de uma safra desaparecer sem uma cobertura de seguro adequada.
As dificuldades mudam conforme a atividade, a região e o tamanho da propriedade. Ao votar, o produtor leva a expectativa de que o candidato eleito mude essa realidade: deixe os recursos disponíveis para que a política agrícola possa ser executada assim que houver necessidade. E terá o direito de cobrar esse compromisso depois da eleição.
A ferramenta existe. Falta fazê-la chegar
O Brasil dispõe de instrumentos de crédito rural, apoio à comercialização, garantia de preços mínimos e subvenção ao seguro. Essa subvenção é a participação do governo no custo da contratação da apólice, para torná-la mais acessível.
Na comercialização, existem mecanismos de compra pública e apoio ao escoamento. No financiamento, a equalização permite que o Tesouro cubra parte dos custos para oferecer determinadas linhas com juros menores ao produtor.
Portanto, não começamos do zero.
